sábado, 28 de novembro de 2009

Capítulo 5: do nada ao lugar nenhum



Bem, como havia dito no último texto, a empresa Embratel me vendeu um plano com determinadas características a certo valor, entretanto me cobra outra coisa.

Antes de prosseguir no meu relato, gostaria de esclarecer alguns pontos. O plano que pago atualmente está, em média, mais barato do que o outro serviço que possuía junto à Telefônica. O problema é que pago por uma coisa que não comprei – fora os pequenos problemas de se ter um aparelho móvel que esquenta na orelha e ainda chia. Imagine-se na seguinte situação:
Você vai a uma concessionária de automóveis, compra um modelo que custa 30mil reais, com ar condicionado e outros acessórios, mas recebe um modelo de outra cor, sem os acessórios e ainda te cobram um “pouquinho a mais”. Não sei se o exemplo é bom, mas acho que ilustra razoavelmente bem o que quero dizer.



O primeiro contato com o SAC (103 21) foi infrutífero, então fiz novos contatos e recebia a mesma resposta. Os atendentes diziam que minha fatura estava cobrada de forma correta. Daí eu dizia que me foi vendido um plano com outras características e com os outros valores. Porém nada poderia ser feito porque teriam que inventar este plano que eu alego para me colocarem nele. Ademais, os atendentes ainda diziam/dizem que a empresa não tem obrigação de gravar a ligação do televendas!!!! (Como eles provam que compramos algo então??!!). Notem que eu estava/estou alegando uma cobrança indevida.
 
Bem, agosto se passou e não consegui a gravação do televendas (a atendente não me forneceu protocolo algum) e também não consegui a revisão do meu caso. Além disso, pedi TODAS as gravações que a Embratel me fez, porém não consegui. Apenas uma que não prova se eu comprei o plano deles, ou qual plano foi comprado, me foi enviada.

Então fica a lição:
“Sempre grave as suas ligações quando for fechar algum pedido/plano por telefone”.
Não confie nas empresas, ainda mais se te oferecerem algo muito vantajoso. Como aconteceu comigo, a empresa pode alegar que não tem obrigatoriedade de gravar a ligação do televendas.

Fim do Capítulo 5.

Fonte da imagem: WebVisual

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Capítulo 4: A primeira fatura

Tudo se passou tranquilamente comigo e meu telefone, até que chegou a primeira fatura.

Retomando o que a atendente me disse que eram características do plano: R$ 50,00 por mês - comprometimento míninmo; 2000 minutos de fixo para fixo; 300 minutos para gastar com DDD, DDI e celular; identificador de chamadas e chamadas em espera; portabilidade; se as ligações DDD, DDI e para celulares excederem os 300 min. o valor cobrado pelo excedente seria cerca de R$0,10 por minuto para DDD (sem impostos); para celular as tarifas são diferentes, mais caro, e R$ 129,00 para compra do aparelho, dividido em 10 vezes.

Tudo claro para mim, afinal a atendente me ligou TRÊS vezes e passou estas informações em todas as ligações. E em uma destas ligações eu anotei as características para enviá-las por e-mail para meu amigo.

No dia 09 de agosto chega a primeira fatura. Ao abrir o envelope uma desagradável surpresa: valor da fatura foi superior a R$ 50,00. O valor foi de R$ 64,23. Nada exorbitante. Parecia estar tudo certo. Mas ao contar os minutos das ligações, eis outra surpresa: gastei apenas 11 min. com celular + 142 min. em DDD=153 minutos (valores dos minutos fracionados foram arredondados para cima nesta conta, assim como funciona a cobrança pelas telefonias). Ou seja, gastei um pouco a mais da metade do que me foi prometido nas características do plano.

Como o PROCON recomenda, paguei a fatura. Mas como estava intrigado com isto, liguei  para o SAC - 103 21 (dia 10 de agosto). Conversei com a atendente e expliquei a ela que a cobrança estava errada. E ela me explicou que não, que eu adquiri o plano livre para falar pós, e que a fatura estava correta. Então relatei a ela quais eram as características que a atendente do televendas me passou. Ela disse desconhecer um plano com as características que eu relatei. Mas ela ainda teve boa vontade e contou os minutos junto comigo e realmente viu que faltavam muitos minutos para se chegar aos 300.

Ficamos nesse embate, eu dizendo que comprei um plano e ela dizendo que o plano não existia. Então lembrei que tinha direito a pedir as gravações das ligações. Assim o fiz. Foi aí que o pesadelo começou.

A atendente me pediu o protocolo de atendimento, e eu disse que não tinha porque a atendente do televendadas me ligou e não passou nada. Ela dificultou as coisas e disse que a empresa não tem obrigação legal de gravar as ligações do televendas.  Aí surge um questionamento muito interessante:

- a empresa te liga, no sossego do seu lar, te oferece uma coisa, você se interessa  e compra. Depois descobre que levou gato por lebre. E a empresa ainda alega que não tem a obrigação de guardar o comprovante da venda - no caso, a ligação???!!!


Como não conhecia meus direitos, pedi a gravação apenas do atendimento em questão. Porém procurei me informar. Liguei no PROCON e o atendente me indicou o procedimento mais adequado. Primeiro entrar em contato com a empresa (o que já tinha feito) e tentar resolver  a minha demanda com o SAC. Se não desse certo, poderia procurar o PROCON que eles me indicariam o melhor caminho a ser tomado.

Infelizmente isto não funcionou...

Fim do Capítulo 4. 


Fonte da imagem: O sorriso do Gato

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Capítulo 3: As primeiras ligações

Comprei meu plano; meu aparelho chegou - sem o contrato, é claro; meu número continuaria o mesmo, pagamento mensal mais barato....enfim, não conseguia imaginar nada de ruim com a Embratel. O único serviço que utilizava deles até então era o DDD e às vezes compensava.

Ao chegar o telefone liguei para o SAC (103 21) e conversei com o atendente sobre a portabilidade e a liberação da minha linha de telefone junto à Embratel. Se não me falha a memória, isto foi no dia 10/06/2009 às 15:48h, mas se estiver equivocado não tem problema, a empresa sabe quando foi.

Aguardei os dias necessários, fiquei uns dias sem telefone (acho que 3 ou 4) e quando o prazo se passou, finalmente estava com meu telefone disponível. E o melhor é que não tive que ligar na Telefonica para fazer nada, a própria Embratel se encarregou disso, pois é muito prestativa e preocupada com o meu bem estar.

Fiz minha primeira ligação. Achei que estava tudo bem. Com um chiadinho, mas poderia ser problema na linha da pessoa para a qual eu telefonei. Por alguns dias meu amigo e eu usamos o telefone, sem problemas, sem reclamações.

Novas ligações feitas, movimentei-me pela casa, tudo funcionava bem. Mas  às vezes o chiadinho aparecia e a voz ficava com eco. Porém isto não era nada, afinal teria 300 minutos para falar em ligações DDD, DDI e celular por R$50,00. Muito barato.

Outra coisa que reparei no meu aparelho é que quando demorava em algumas ligações, uns 10 minutos, o telefone esquentava a minha orelha, e muito! Mas achei que era coisa minha....




Fim do Capítulo 3.

Imagem disponível no site: SuperStock